sexta-feira, 10 de agosto de 2012

“LIDERANÇA ” RELACIONAMENTO E O FRUTO DO ESPIRITO

"Depois deitou água numa bacia, e começou a lavar os pés aos discípulos, e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido". João 13.5

Relacionamento é um tema que precisa ser trabalhado nas igrejas principalmente em nível de liderança. Uma liderança eclesiástica que não se relaciona com eficácia vive em conflito consigo e com o povo, colaborando para dispersão, revolta e rebeldia.

Observando o comportamento de alguns lideres, vi que tanto o relacionamento intrapessoal como o relacionamento interpessoal precisam ser tratados com urgência pelas organizações religiosas “igrejas”.
O relacionamento intrapessoal refere-se à capacidade do indivíduo de conhecer a si mesmo, controlar suas emoções, administrar seus sentimentos, projetos, podendo assim construir um modelo de si mesmo e utilizar esse modelo a favor de si na tomada de decisões. Este relacionamento permite que o indivíduo conheça suas capacidades e possa usá-las da melhor forma possível. Supõe a capacidade de compreender a si mesmo, de ter um modelo útil e eficaz de si, que inclua os próprios desejos, medos e capacidades de empregar esta informação com eficiência na regulação da própria vida.
O relacionamento interpessoal é a competência através da qual o indivíduo se relaciona bem com as outras pessoas, distinguindo sentimentos (intenções, motivações, estados de ânimo) pertencentes ao outro, buscando reagir em função destes sentimentos. Esta capacidade permite a descentralização do sujeito para interagir com o outro. Mostra a capacidade de uma pessoa para entender as intenções, as motivações e os desejos alheios e, em conseqüência, sua capacidade para trabalhar eficazmente com outras pessoas.

Temos nessas duas formas de relacionamento pontos a serem observados, o primeiro é que uma liderança eclesiástica que não trabalha bem o relacionamento não poderá afirmar que produz Fruto do Espírito e, por conseguinte o aspecto equilíbrio e compreensão é algo que precisa ser trabalhado, apagando assim as ávidas ações e palavras que não produz edificação e muito menos arrependimento.
Paradigmas e preconceitos precisam ser quebrados para que resultados excelentes venham brotar mediante o poder da Palavra e um relacionamento eficaz.
Dentro de uma dimensão humana, nada destrói mais uma organização (igreja local) do que a incapacidade de relaciona-se por parte de um líder ”pastor”. Um líder hábil em relacionamento poderá convencer o mais rebelde dos congregados, porém o oposto poderá ferir e afastar o mais dedicado dos membros.
Tratar relacionamento é zelar pela vida da organização, um grupo sem bom relacionamento com seu líder e demais membros não possuem estrutura suficiente para enfrentar os desafios diários e assim manter a razão de existir. O Novo Testamento em particular deixa transparecer que parte do sucesso da igreja estava relacionada ao bom relacionamento da liderança com as congregações, lembrando que se relacionar bem, não é ser conivente com o erro, mas ter habilidades para solucionar conflitos e isso Jesus Cristos fez com excelência assim como os apóstolos caminharam próximo a excelência.
Não é difícil encontrar uma “igreja local” sufocada pela intolerância de relacionamento do líder, onde o apelo às ameaças de nível psicológico e espiritual é lançado aos membros para que esse por medo e não por respeito lhe produza o leite necessário e exigido. Conflitos são gerados e nunca solucionados, vidas são destruídas e não ressuscitadas, famílias são decapitadas e não reconstruídas, simplesmente por que seu líder escolheu ser sempre chefe, o bom relacionamento é descartado pela posição, pelo poder, pela falta de compreensão e pela ausência de produção de Fruto do Espírito.

Uma igreja que vive um bom relacionamento entre Deus, o pastor e seus membros é uma igreja que produz e prospera não só em quantidade, mas em qualidade.
Ainda é tempo de quebrar paradigmas, a “liderança eclesiástica” tem uma grande vantagem em relação aos demais lideres de outros nichos, pois é templo do Espírito Santo, e, acredito que alem da capacidade que adquiriu com treinamentos em escolas seculares e experiências na vida, receberá se buscar, um reforço sobrenatural por parte do Divino Consolador, ou seja, o Fruto do Espírito a mais excelente das ferramentas para se trabalhar com pessoas, ou seja, relacionamento.


O que falta para melhorar? Capacitação Secular ou Espiritual?  Ou as duas? Pense nisso.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Gl 5.22
Adaias Marcos Ramos da Silva

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