segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Não há atalhos para santificação


Eric Nishimura Princi  escreve,

Não há atalhos para santificação, é preciso vontade e decisão.

Decida entregar-se ao Senhor, se submeter a Ele e ser santo como Ele é.
1. É preciso vontade e decisão. Eu decido me entregar ao Senhor, me submeter a Ele e ser santo como Ele.
2. Crescer nos padrões de Deus através da Palavra. Ser prático e não teórico. Aplicar o que aprendeu e ser cada vez mais um praticante, não somente leitor ou ouvinte.
3. Oração é essencial para nos aproximarmos de Deus e sermos cada vez mais amigos íntimos dEle.
4. Adorar a Deus, ir aos cultos na igreja, é indispensável na santificação. Participar dos cultos é um elemento poderoso na santificação. É como a história do carvão e da brasa. Tire uma brasa da fogueira e ela se apagará, virará um carvão. Ponha um carvão junto às brasas e ele se acenderá. Um dos primeiros sintomas de frieza espiritual e de queda no relacionamento com Deus é a fuga dos cultos. Poucas desculpas são mais descoradas do que aquela de “estou sem ir à Igreja, mas mantenho minha relação com Deus no mesmo nível”. Só se for no nível baixo de sempre.
5. Testemunhar nos ajuda a fortalecer a fé. Testemunhar é o exercício da fé. Se a Palavra, a oração e o culto nos alimentam, o testemunho nos faz exercitar-nos. Quem só come e não se exercita pode ter problemas de saúde. Que as pessoas a sua volta vejam Jesus e sua santidade nas suas atitudes e no seu falar.
6.  O companheirismo cristão é um outro elemento muito forte.  Alguém disse que “a Igreja é o único exército que atira em seus próprios soldados”. É verdade! Como os crentes falam mal uns dos outros! Como se criticam! Entender que todos nós temos falhas, que enfrentamos as mesmas lutas, tudo isso é um elemento muito forte no processo de santificação. A confissão de fraquezas e pecados uns aos outros nos liberta, nos cura.  Somos fortalecidos na fé pelo companheirismo.
7. A disciplina ou o domínio de si mesmo é algo indispensável na busca da santidade. É dizer não para os desejos pecaminosos da carne e procurar ser como Cristo. Não adianta, você precisa ter estratégias para se controlar, para fugir do pecado. Domínio próprio com internet, com pornografia, masturbação. Claro que é algo difícil, mas de alguma forma você tem que tentar substituir esse prazer nesse pecado por um prazer maior. Tente fazer algo que você goste, fuja do tropeço. Certos momentos difíceis, ler a bíblia, ou orar não adianta, estamos tão focados com vontade de pecar, que o jeito é sair correndo, como fez José com a mulher de Potifar. Faça algo que vai te satisfazer e fazer você esquecer do pecado. Busque se disciplinar, você conhece seus limites, não abuse.

Jonathan Edwards escreve,

Na graça eficaz nós não somos meramente passivos, nem ainda Deus faz uma parte e nós o resto. Mas é Deus quem faz tudo, e nós fazemos tudo. Deus produz tudo, nós agimos tudo. Para isso é o que produz, viz [a saber] nossos própios atos. Deus é o único autor e fonte adequada, nós somos somente os atores desta fonte. Nós somos em diferentes aspectos, totalmente passivos e totalmente ativos. (As Obras de Jonathan Edwards ,vol 2, p. 557 )

John Piper escreve,

… é uma boa luta, porque não estamos abandonados à nossa própia força na luta. Se estivessemos, como Martinho Lutero diz, “Nosso esforço estaria perdendo” em outras palavras, quando uma criança de Deus luta para se alegrar em Deus, é o própio Deus que está por detrás desta luta (esforço), dando a vontade e a força para derrotar o inimigo desta alegria (Filipenses 2:12-13) nós não somos deixados a nossa própia força para sustentar a alegria da fé. Deus luta por nós e em nós (dentro de nós). Portanto, a luta da fé é uma boa luta.
O trabalho de Deus em nós não elimina o nosso trabalho; ele o permite. Nós trabalhamos por que Ele é quem trabalha em nós. Portanto, o trabalho pela alegria é possivel por que Deus está lutando por nós e através de nós. Todos os nossos esforços são devido ao Seu profundo trabalho dentro e através de nossa disposição e trabalho. (Quando eu não desejo Deus, pp 38, 41)

Adaias Marcos escreve,

Não existe Santificação sem DEUS, Ele mesmo é o regente desse processo, pois somos apenas componentes da magnifica ópera que exalta a santidade do próprio DEUS.
Necessitamos reconhecer e disponibilizar a área ou o "instrumento" de nossa vida que tanto necessita ser trabalhado pelo Espirito Santo, e, assim aperfeiçoados seremos para o grande coral de DEUS na eternidade.
É desejo de DEUS operar em nós esse milagre. Faça a sua parte, DEUS já fez e continua fazendo por nós e em nós.

Não há atalhos para santificação, é preciso vontade e decisão.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Apascentando Ovelha Ou Entretendo Bode


Por: Charles Haddon spurgeon


Um mal acontece no arraial professo do Senhor, tão flagrante na sua impudência, que até o menos perspicaz dificilmente falharia em notá-lo. Este mal evoluiu numa proporção anormal, mesmo para o erro, no decurso de alguns anos. Ele tem agido como fermento até que a massa toda levede. O demônio raramente fez algo tão engenhoso, quanto insinuar a Igreja que parte da sua missão é prover entretenimento para o povo, visando alcançá-los. De anunciar em alta voz, como fizeram os puritanos, a Igreja, gradualmente, baixou o tom do seu testemunho e também tolerou e desculpou as leviandades da época. Depois, ela as consentiu em suas fronteiras. Agora, ela as adota sob o pretexto de alcançar as massas.

Meu primeiro argumento é que prover entretenimento ao povo, em nenhum lugar das Escrituras, é mencionado como uma função da Igreja. Se fosse obrigação da Igreja, porque Cristo não falaria dele? "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Lc.16:15). Isto é suficientemente claro. Assim também seria, se Ele adicionasse "e provejam divertimento para aqueles que não tem prazer no evangelho". Tais palavras, entretanto, não são encontradas. Nem parecem ocorrer-Lhe.
Em outra passagem encontramos: "E Ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres? (Ef.4:11). Onde entram os animadores? O Espírito Santo silencia, no que se refere a eles. Os profetas foram perseguidos por agradar as pessoas ou por oporem-se a elas?

Em segundo lugar, prover distração está em direto antagonismo ao ensino e vida de Cristo e seus apóstolos. 
Qual era a posição da Igreja para com o mundo? "Vós sois o sal da terra" (Mt.5:13), não o doce açúcar ! algo que o mundo irá cuspir, não engolir. Curta e pungente foi à expressão: "Deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos? (Mt.8:22). Que seriedade impressionante!

Cristo poderia ter sido mais popular, se tivesse introduzido mais brilho e elementos agradáveis a sua missão, quando as pessoas O deixaram por causa da natureza inquiridora do seu ensino. Porém, eu não O escuto dizer: "Corre atrás deste povo Pedro, e diga-lhes que teremos um estilo diferente de culto amanhã; algo curto e atrativo, com uma pregação bem pequena. Teremos uma noite agradável para eles. Diga-lhes que, por certo, gostarão. Seja rápido, Pedro, nós devemos alcançá-los de qualquer jeito!".

Jesus compadeceu-se dos pecadores, lamentou e chorou por eles, mas nunca pretendeu entretê-los. Em vão as epístolas serão examinadas com o objetivo de achar nelas qualquer traço do evangelho do deleite. A mensagem que elas contêm é: "Saia, afaste-se, mantenha-se afastado!? Eles tinham enorme confiança no evangelho e não empregavam outra arma.

Depois que Pedro e João foram presos por pregar o evangelho, a Igreja reuniu-se em oração, mas não oraram: "Senhor, permite-nos que pelo sábio e judicioso uso da recreação inocente, possamos mostrar a este povo quão felizes nós somos". Dispersados pela perseguição, eles iam por todo mundo pregando o evangelho. Eles "viraram o mundo de cabeça para baixo". Esta é a única diferença! Senhor, limpe a tua Igreja de toda futilidade e entulho que o diabo impôs sobre ela e traze-a de volta aos métodos apostólicos.

Por fim, a missão do entretenimento falha em realizar o objetivo a que se propõe. Ela produz destruição entre os jovens convertidos. Permitam que os negligentes e zombadores, que agradecem a Deus porque a Igreja os recebeu no meio do caminho, falem e testifiquem! Permitam que falem os negligentes e zombadores, que foram alcançados por um evangelho parcial; que falem os cansados e oprimidos que buscaram paz através de um concerto musical. Levante-se e fale o bêbado para quem o entretenimento na forma de drama foi um elo no processo de sua conversão! A resposta é óbvia: a missão de promover entretenimento não produz convertidos verdadeiros.

O que os pastores precisam hoje, é crer no conhecimento aliado a espiritualidade sincera; um jorrando do outro, como fruto da raiz. Necessitam de doutrina bíblica, de tal forma entendida e experimentada, que ponham os homens em chamas.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Amigo de Deus


Por: André Luiz / http://estudos.gospelmais.com.br/amigo-de-deus.html

Sou amigo de Deus, mas ainda não sei o que vai acontecer amanhã. Sou amigo de Deus, mas ainda fico triste às vezes. Acho que de vez em quando sou amigo de Deus por interesse. Quero uma benção, sei que Ele pode me dar e tento usar dessa “amizade” para conseguir o que eu quero. Que vergonha! Fico constrangido ao pensar que Ele sabe de tudo isso, e ainda assim, não desiste da nossa amizade.

Sou amigo de Deus e em conversa com Ele falo muito de mim, do que eu penso, do que eu quero, das minhas indagações, reclamo de um montão de coisas, e esqueço de saber Dele, ouvi-lo, ama-lo.
Às vezes interrogo-o sem nem ao menos ouvir Sua resposta, Seu amor. Ele tinha todo direito de me achar um “chato”, mas, insiste em me tratar com um amor que não compreendo. Hoje repenso nossa amizade. Quero falar menos e ouvir mais a sua doce Voz. Quero saber menos do amanhã e desfrutar dessa amizade hoje.

Deus, Tu és tudo que eu tenho.


"Porém tu, ó Israel, servo meu, tu Jacó, a quem elegi descendência de Abraão, meu amigo; (Isaías 41.8)", Ver: Tiago 2.23 e 2 Crônicas 20.7.

O texto postado por André Luiz visto a luz da Bíblia Sagrada levou-me a refletir sobre o conceito de amizade com o Criador Bendito, na Bíblia encontramos homens que tinham um relacionamento especial com Deus, dentre os tais temos: Enoque, Abraão, Moisés  Samuel, Davi, Elias, Isaías  Pedro, Tiago, João, Paulo e muitos outros, dentre esses gostaria de referenciar dois: Abraão “Amigo de Deus” e Davi “Homem segundo o coração de Deus”.

Quando falo de Abraão Três pontos importantes vem à mente: “Fé, Submissão e Amor”;

Quando me refiro a Davi também utilizo três características que marcou esse homem: “Coragem, Devoção e Humildade”;

Mas o que me chama a atenção no relacionamento deles (Abraão e Davi) com Deus é que sabiam escutar a sua voz, eram falhos como qualquer ser humano, mas entendia a importância do relacionamento íntimo com o Criador, eles desenvolveram, ao longo de suas vidas, uma relação de amizade com Deus. A amizade entre Deus e eles nasceu de uma relação de confiança mútua. O elemento–chave desse relacionamento foi à fé provada pela obediência através da devoção com um coração humilde e dependente de Deus.

 Muitas das vezes tratamos Deus como um “robô” que deve está ao nosso dispor, pronto para ouvir nossos desabafos, reclamações, choros, pedidos, etc, e fazer como gostaríamos,  mas dificilmente lembramo-nos de parar para ouvir a voz de Deus, não temos tempo para buscar entender o que Deus gostaria de falar ou o que Deus está fazendo, que, como Deus Justo e Amoroso tem sempre o melhor a realizar. As vezes queremos inverter a posição do Criador para criatura. Esquecemos que somos nós que precisamos mudar, porém damos a entender com nossas palavras, sentimentos e ações que Deus necessita fazer diferente, ou seja, como desenhamos e o pior, na maioria das vezes não concordamos com a Vontade Soberana de Deus, isso temos demostrado com atitudes imediatistas e precipitadas.

"...para que experimente qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12.2)"

Na verdade não sabemos esperar em Deus, o imediatismo decorrente de nossas limitações nos leva a esse lapso de ingratidão e impede o crescimento de um relacionamento íntimo com Deus, para que por fé, amor e obediência confiemos e esperemos NELE. 

"Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera. (Isaías 64.4)"

Amo a amizade de Deus para comigo, mas reconheço minha ingratidão para com esse Deus que é fiel e não desiste de minha amizade.

"Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo. (2 Timóteo 2.13)."

"LOUVAI ao SENHOR, porque ele é bom; porque a sua benignidade dura para sempre. (Salmos 136.1)"

Deus não é "um Deus" de tentativas, nem de acaso, nem de atraso, mas de fazer o que Lhe Apraz, e pode ter certeza será sempre o melhor, Operando Deus quem impedirá.

"A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto esperarei nele.
Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.
Bom é ter esperança, e aguardar em silêncio a salvação do SENHOR.
(Lamentações 3.24-26)"

Adaias Marcos Ramos Da Silva.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Ladrões de Ovelhas! Protestantes Não!


Por: Adaias Marcos Ramos da Silva

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores”. (Mateus 7.15).

Nos últimos séculos as seitas e heresias tem se multiplicado de forma assustadora, apesar de não ter nada novo, tem surgido no meio “evangélico protestante” uma vasta quantidade de novos grupos que tem trilhado por caminhos de morte e optado por interpretações equivocadas de alguns textos Bíblicos. Tais interpretações parecem convincentes e atraentes porem são caminhos de destruição futura.



Preocupado com as vidas atraídas por esses grupos, pensei em postar um texto “alerta”, porém a escolha de aceitar ou não, é pessoal. Se observarmos cautelosamente esses grupos, descobriremos que os tais atacam ovelhas doentes emocionalmente, sem maturidade eclesiástica, não possuem estrutura doutrinaria e conhecem muito pouco a Bíblia Sagrada. Geralmente “esses grupos” costumam pescar no aquário alheio, usam métodos e meios que fogem a ética e a conduta de um verdadeiro cristão. O grande mal desses grupos não está apenas no “meio utilizado” para pescar vidas, (encontrariam até justificativa com alguns textos Bíblicos, como o inimigo costuma fazer), mas “na forma como agressivamente usam as Sagradas Escrituras”, ou seja, como “a interpretam” para justificar ensinos que em nada contribuem para fundamentação da fé cristã, uma triste verdade é que arrastam as almas para boca do abismo com ensinos tortos, antropocêntricos e descontextualizados, traduzidos e interpretados ao gosto do leitor e que de forma bem arquitetada parece convincente e verdadeiro, quando na verdade é mais uma falácia de satanás na mente de pessoas gananciosas e pretensiosas.

2 Pedro 2 .1-3
1 - E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.
2 - E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade;
3 - e, por avareza, farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.


Recentemente descobri algo que me deixou preocupado, “sob a orientação de um líder de determinada igreja, um jovem se aproximou de uma moça em outra denominação e após conquista de namoro o jovem a arrebatou-a para sua denominação e logo mais terminou, o objetivo era apenas tirar o peixe do aquário...” tais métodos têm sido frequentes nas ocultas de movimentos diversos. Poderia citar aqui varias igrejas, principalmente algumas que tem trabalhos específicos com a juventude. A que ponto chegou! Esses grupos tem arrebatado uma multidão de jovens de diversas igrejas com artimanhas de eventos e empreendimentos gospel, que após diversos convites infectam a juventude despreparada com ensinos distorcidos e uma libertinagem que em nada aproveitam. Para um povo que diz fazer a diferença como santo; fico a meditar as passagens Bíblicas referentes a ser luz e sal, muitos estão confundindo a função do sal, pois sal não é para o que já está podre, mas para impedir que algo possa ficar em estado de decomposição mais rápido, caso não seja utilizado para seu proposito. É importante a leitura, a meditação e a prática do texto de 2 Timóteo 4.1-4.

Não quero com esses pensamentos atingir igrejas que se utilizam de métodos estratégicos para ganhar almas para o reino de Deus de forma ética e antes de tudo na direção do Espírito Santo, mas me refiro a grupos maliciosos que se dizem evangélicos que tem em suas bases as obras da carne. “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem” (1 Tm 4.16).

Avaliando as prováveis causas que poderia levar alguns abandonar a fé ou a sua denominação por igrejas que não são idôneas quanto à ortodoxia bíblica, cheguei a seguinte conclusão:

  • Falta de visão da liderança da igreja;
  • Líderes de jovens despreparados ou que não tem chamada para esse ministério em especifico (Departamento);
  • Influencia de líderes de jovens revoltados com o ministério a qual faz parte (Igreja);
  • Líder mal intencionado (É chocante, mas existe);
  • Má administração dos conflitos entre gerações (Esse ponto tem sido algo esquecido pelas igrejas mais tradicionais);
  • Má qualidade do discipulado ou a falta de discipulado (Uma Igreja que cresce sem base doutrinaria é uma igreja vulnerável a ataques externos de seitas e internos de heresias);
  • Discordância de usos e costumes e ausência de respaldo Bíblico e ou logica para alguns (A igreja precisa tratar melhor esse ponto, tem deixado a desejar e cada um tem vivido o seu bel-prazer);
  • Questões culturais (Muitos se utilizam de manifestos culturais e regionais para justificar alguns eventos, movimentos e ensinos, a igreja necessita filtrar o que é útil do que pode contaminar e ou ter cuidado para não ser igual ao mundo, ou seja, o mundo dentro da igreja, a igreja precisa influenciar o mundo e não o contrário);
  • Escândalos por parte da liderança (Ocorre quando se coloca o líder como centro e como alguém infalível, Cristo deve ser o centro e o modelo para tudo na igreja, mesmo sendo de responsabilidade de cada líder se esforçar para ser exemplo, porém o alvo é Jesus e não o bispo, a bispa, o pastor ou a missionaria);
  • Falta de meios para tratar algum pecado cometido (Muitas igrejas têm perdido pessoas por incapacidade de tratar pecados ou falhas de alguns membros, e com isso tais membros preferem migrar e buscar remédio em outro aprisco);
  • A falta de misericórdia por parte de algumas Igrejas (A falta de amor, isso é o bastante para afastar qualquer um);
  • Falta de adaptação com as normas e liturgias da igreja (Tem causado conflitos em diversas áreas nas igrejas);
  • Falta de acompanhamento pessoal por parte dos líderes (Descaso com os liderados);
  • Disputa por cargo ou função;
  • Falta de cuidado tanto dos líderes como por parte da família (Uma visita, uma palavra amiga uma palavra de Vida faz grande diferença);
  • Falta de compromisso com a obra de Deus e o Seu Reino (A falta de compromisso tem levado muitos a procurarem igrejas com cara de liberdade de vida e ou libertinagem sem doutrina);
  • Falta de perspectiva de carreira ministerial;

Cabe a cada igreja descobri seus pontos fracos e quais motivações estão levando aos problemas de evasão e buscar na direção de Deus meio que possam corrigir tais danos. Mantendo-se firme e fiel à Palavra de Deus, a Igreja de Cristo conservará a sã doutrina no poder do Espírito Santo.

“Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar.    Resistam-lhe, permanecendo firmes na fé, sabendo que os irmãos que vocês têm em todo o mundo estão passando pelos mesmos sofrimentos.    O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces”.( 1 Pedro 5.8-10).


Deixo para vossa meditação em 2 Tessalonicenses 2.3-17.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Somos Imitador De Cristo?



Por: Adaias Marcos Ramos da Silva

“1 Coríntios 11.1 - Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.”

Esse texto Bíblico leva-nos a um desafio para os nossos dias, e, diante desse texto, quem tem a ousadia de afirmar como o apostolo Paulo? “Sede meus imitadores como sou de Cristo”, ou seja, quem pode dizer que é modelo para alguém tendo como padrão os passos e o caráter de Cristo.

Creio que esta é uma pergunta densa para a Igreja de Cristo Jesus!

É óbvio que Paulo quando disse isto em “I Coríntios 11.1”, não estava dizendo que ele era perfeito como Jesus, mas que ele se esforçava para ter mais de Deus em sua vida do que os pecados, mesmo em alguns momentos fazendo o que não gostaria de fazer, ou seja, se esforçava (abnegava) para viver os padrões Bíblicos dando menos vazão ao reinado do pecado em sua vida.

Há pessoas que precisam entender que ser parte do povo de Deus, exige também uma conduta de vida a seguir.

Paulo foi salvo por Cristo e DELE se tornou “imitador”, palavra cujo sentido original refere-se ao compromisso de ser discípulo. Todo aquele que vive segundo o exemplo supremo de Cristo deve ser, igualmente seguido, vejamos o texto de 1 Pedro 2.21 “Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos”.

Para descrever um pensamento sobre esse assunto, é necessário entendermos que Cristo em todos os seus sentimentos e ações mostrou que seu caráter era igual ao do seu Pai.

Caráter é a maneira de ser de uma pessoa que é avaliado pela sua conduta. É a soma de suas qualidades e defeitos morais integrados na sua personalidade. “CARÁTER” é uma palavra grega que aparece no Novo Testamento uma única vez, em Hebreus 1.3 e está traduzida por “imagem” (Edição Revista e Corrigida). Cristo é a “mesma imagem de sua essência”, quer dizer que tem o caráter idêntico do Pai.

Conduta é a maneira habitual de comportar-se, a maneira de viver. A conduta de uma pessoa manifesta o seu caráter. A meta do Cristão é ser como Jesus, quer dizer, ter caráter de Cristo. Isto é uma síntese do que devemos chegar a ser, por isso nossa conduta deve ser como a Sua. “Aquele que diz que permanece Nele, esse deve também andar assim como Ele andou” (1º Jo 2:6). A análise desta definição consiste em descrever todas as qualidades morais de Cristo revelados nas Escrituras, as quais são o projeto total do que Deus quer formar em cada um de seus filhos.

É importante observar que Cristo nos deu o Exemplo e Ele mesmo declarou: Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. (Jo 13.15). A Bíblia afirma que o Senhor Jesus Cristo despiu-se de sua glória e revestiu-se de toda natureza humana (Jo 1.14; Fp 2.5-8; Hb 4.15), mas sem pecado. Como homem, o Mestre foi irrepreensível (Jo 8.46; 18.38; Hb 4.15). Era submisso, manso, humilde, amoroso, entre outras qualidades (Mt 11.29; Jo 15.9; Fp 2.8).

Seu caráter é o padrão que todos os crentes devem seguir.

Está no sermão da montanha, nas bem-aventuranças. O sermão da montanha é a primeira instrução a viva voz e em seguida a primeira parte escrita do evangelho. O verbo aqui é “SER” (os que são humildes, os que são mansos). Bem aventurados, felizes, ditosos, afortunados. A felicidade não é um objetivo é sim uma consequência, é a consequência de ser como Deus quer e fazer Sua vontade. Justamente “Caráter” é aquilo que somos e o que determina nossa conduta. Jesus indica as oito qualidades de caráter que deve distinguir a seus discípulos. Na realidade estas bem-aventuranças são a descrição das virtudes do caráter de Jesus e o que Deus quer formar em nós.

Qualidades de caráter que um crente deve desenvolver

  • Humildade (Mt 5.3)
“Os humildes”; “os pobre de espírito” A humildade é a primeira qualidade inerente à condição humana. O oposto é o orgulho a soberba, a arrogância, a auto-suficiência, etc. A humildade é um aspecto do caráter imprescindível a todos os crentes (Ef 4.1,2; Cl 3.12), pois os humildes sempre alcança o favor do Senhor (Tg 4.6). Jesus foi modesto em toda a sua maneira de viver (Mt 11.29). Ele demonstrou sua humildade ao despojar-se de sua glória (Fp 2.6,7); na irrestrita obediência à vontade do Pai (Jo 5.30; 6.39; Fp 2.8); quando lavou os pés dos discípulos (Jo 13.3-5); e ao relacionar-se com todas as pessoas, independentemente de sua raça ou posição social (Mt 9.11; 11.19; Jo 3.1-5; 4.1-30).
  • Contrição (5.4)
“Os que choram”. Não são os que choram por raiva ou auto compaixão, e sim aqueles que ao conhecer-se diante de Deus se quebrantam por sua condição, pecado e miséria e mudam de atitude, se humilham. Também choram diante do amor e da graça de Deus. Alem disso, sensibilizados pelo amor de Deus, choram com os que choram, com os que sofrem, pelos perdidos. Eles serão consolados.
  • Mansidão (Mt 5.5)
“Os mansos” obedecem com boa disposição são submissos, pacientes, tem domínio próprio. O contrario à mansidão é a rebeldia, que leve à violência, briga, gritos, insolência, queixa, impaciência, etc. É uma virtude que se opõe à rudez. Nosso Senhor Jesus Cristo sempre foi Manso e Humilde de Coração (2Co 10.1; Mt 11.29).
  • Justiça (Mt 5.6)
“Os que têm fome e sede de justiça”. Não são os que exigem que se lhes faça a justiça, e sim aqueles que têm como o maior desejo em suas vidas o de serem justos, santos, retos, honrados, de boas obras. Em um mundo perverso (At 2.40), onde as pessoas estão mais preocupadas em acumular riquezas (2Tm 3.2) do que socorrer ao aflito e necessitado, o verdadeiro crente deve refletir o caráter de Cristo através de uma vida de santidade e retidão (Mt 6.25,31,34). O Senhor Jesus ordenou aos seus discípulos que priorizassem, acima de todas as coisas, o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.3).
  • Misericórdia (Mt 5.7)
“Os misericordiosos”. Significa ter coração para aqueles que estão na miséria. A miséria tem duas expressões principais: Amabilidade para com todos, ajuda e generosidade com o que sofre. Lembremos, pois, que a misericórdia é um mandamento divino, e que a Bíblia condena a indiferença para com os pobres (Lc 6.36; Mt 12.7). É a compaixão pela necessidade alheia. Jesus foi misericordioso com os homens em suas fraquezas e privações (Mc 5.19; Hb 2.17; Tg 5.11; 2Co 1.3; Mt 15.22; 17.15). Sejamos misericordiosos assim como Jesus nos ensinou na Parábola do Samaritano (Lc 10.37).
  • Pureza de coração (Mt 5.8)
“Os limpos de coração” Significa sinceridade, transparência boa consciência, desejos puros, intenções corretas, motivações santas, sem engano nem mentira sem hipocrisia. Eles verão a Deus. Nas Escrituras, o coração representa a personalidade, o centro das emoções humanas (Sl 15.2; 16.9; 51.10; Mc 7.21-23). Por isso, a Bíblia afirma que o Senhor perscruta os corações e conhece o interior de cada pessoa (Sl 139.23; Pv 21.2; Ap 2.23). Quando Cristo repreendeu os fariseus, mostrou-lhes como a pureza interior era necessária. Ele os acusou de serem semelhantes aos “sepulcros caiados” (Mt 23.27). O Senhor, que conhece os nossos pensamentos (Fp 4.8) e as motivações de nossas ações cotidianas (1Co 4.5), manifestará em seu santo e justo julgamento cada uma de nossas ações (R 2.1-7; 1Co 3.12-15).
  • Paz (Mt 5.9)
“Os pacificadores”, perdoam, renunciam seus direitos, cedem, não brigam, preferem perder, tem resposta branda. Também pacificam a outros que estão com inimizades, são instrumentos de reconciliação. Fomos conclamados a seguir a paz e, na medida do possível, ter paz com todos os homens (Rm 12.18; 1Co 7.15; Hb 12.14; 1Pe 3.11).
  • Alegria no sofrimento injusto (Mt 5.10-12)
“Os que sofrem perseguições por causa da justiça” São os que diante do sofrimento, a perseguição e a calúnia, ao invés de deprimir-se, se alegram e se regozijam.

Nós precisamos produzir tais virtudes e somente através do espaço que damos ao Santo Espírito Santo conseguiremos produzir: Gálatas 5.22-23: Amor, gozo, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. A função do Espírito Santo é produzir em nós as qualidades morais de Cristo a fim de tornar-nos como Ele. Através da regeneração (novo homem) passaremos a exercer novos hábitos: Cl 3:10-15:  Misericórdia, benignidade, humildade, mansidão, paciência, o suportar, o perdoar, amor, paz. “Nossa esperança e fé”. “Estou plenamente certo de que aquele que começou a boa obra em nos há de completá-la até ao dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6)

As palavras, os atos, enfim, a pessoa de Jesus é o modelo ideal de conduta para a identidade do crente. O discípulo de Cristo deve revestir-se das qualidades santas e justas de seu Mestre (Ef 4.24), com a intenção de cumprir o propósito de Deus.

O principal fator na formação do caráter é ter um modelo, Jesus varão perfeito é o grande modelo que o Pai nos apresenta. Devemos conhecê-lo mediante testemunho conjunto da Palavra e do Espírito. Efésios 4.13, sugere que um dos fatores principais para se chegar à estatura de Cristo é conhecê-lo.

Algumas das qualidades que se sobressaem do caráter de Jesus que revelam os relatos dos evangelhos:
  1. Sua mansidão e humildade
  2. Seu amor e compaixão
  3. Sua pureza e santidade
  4. Seu valor e autoridade
  5. Sua misericórdia e graça
  6. Sua sabedoria.
  7. Na sua paixão e morte se revelam, até com maior excelência, as virtudes de caráter que havia manifestado em sua vida e ministério.
Como observado o apóstolo Paulo foi salvo por Cristo e DELE se tornou “imitador”, palavra cujo sentido original refere-se ao compromisso de ser discípulo. Logo ser discípulo é imitar o mestre, concluo com o seguinte pensamento: Somos mesmo discípulos de Cristo; Seguimos mesmo os seus passos? Produzimos mesmo o Fruto do Espirito? Poderíamos afirmar como Paulo ao nosso semelhante?

Vejo que “eu” necessito aprender a ser discípulo, pois me vejo longe dos padrões ensinado por Jesus Cristo a começar pelo amor. Quem pode responder diferente!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

RESULTADO DA ELEIÇÃO 2013 - CGADB



O pastor José Wellington Bezerra da Costa foi reeleito Presidente da Mesa Diretora da CGADB - Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, vencendo o Pastor Samuel Câmara pela terceira vez.

O Pastor José Wellington obteve 9.003 votos, contra 7.407 do Pastor Samuel Câmara, e mais uma vez dirigirá os trabalhos da Mesa diretora da instituição, pelo período de quatro anos, que compreendem 2013 a 2017. De acordo com o Estatuto vigente, o pastor José Wellington não poderá se candidatar no próximo pleito.

Antes mesmo de terminar a apuração dos 100% dos votos, o Pastor Samuel Câmara reconheceu que os números eram irreversíveis e solicitou ao presidente da Comissão Eleitoral para cumprimentar o vencedor, recebendo do mesmo a recíproca.

CGADB - Brasília 2013 - Resultado Final das Eleições
Resultado final a ser proclamado hoje, às 10 horas
* negrito: eleito

Presidente:
1) JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA (SP) – 9.003
2) SAMUEL CÂMARA (PA) – 7.407
1º Vice-presidente (Região Sul
1) UBIRATAN BATISTA JOB (RS) – 8077
2) IVAL TEODORO DA SILVA (PR) – 7558
2º Vice-presidente (Região Centro-Oeste)
1) SEBASTIÃO RODRIGUES DE SOUZA (MT) – 7916
2) SÓSTENES APOLOS DA SILVA (DF) – 7505
3º Vice-Presidente (Região Norte)
1) GILBERTO MARQUES DE SOUZA (PA) – 6.995
3) JONATAS CÂMARA (AM) – 6.860
4º Vice-presidente (Região Nordeste)
1) JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS (AL) –  7.967
2) PEDRO ALDI DAMASCENO (MA) – 7385
5º Vice-presidente (Região Sudeste)
1) TEMOTEO RAMOS DE OLIVEIRA (RJ) – 8252
2) ELYEO PEREIRA (RJ) – 6.897
1º Secretário (Região Sul):
1) PERCI FONTOURA – 7.624
2) NILTON DOS SANTOS – 7.459
2º Secretário (Região Centro-Oeste)
1) ANTONIO DIONIZIO DA SILVA – 8.122
2) LUCAS ARAÚJO DE SOUZA – 6.999
3º Secretário (Região Norte)
1) PEDRO ABREU DE LIMA – 7.523
2) OTON MIRANDA DE ALENCAR – 7.222
4º Secretário (Região Nordeste)
1) ROBERTO JOSÉ DOS SANTOS – 7.405
2) MANOEL MONTEIRO – 7.224
5º Secretário (Região Sudeste)
1) JONAS FRANCISCO DE PAULA – 6.883
2) ISAIAS LEMOS COIMBRA – 6.054
1º Tesoureiro (Região Sudeste):
1) IVAN PEREIRA BASTOS – 7236
1) JOSIAS DE ALMEIDA SILVA – 7002
3) REGINALDO CARDOSO DOS SANTOS – 1.492
2º Tesoureiro (Região Sudeste):
1) ALVARO ALEN SANCHES – 7.868
2) NEHEMIAS GASPAR DE ARAÚJO – 7.674
Conselho Fiscal:
1ª Região (Região Sul):
1) JERÔNIMO DOS SANTOS – 8.202
2) JOSÉ POLINI – 7.243
2ª Região (Centro-Oeste):
1) GEOVANI NERES LEANDRO DA CRUZ – 7.977
2) RINALDO ALVES DOS SANTOS – 7.265
3ª Região (Norte):
1) JOEL HOLDER – 4.994
2) JEDIEL LIMA – 7.161
3) ISAMAR PESSOA RAMALHO – 2.595
4ª Região (Região Nordeste):
1) ISRAEL ALVES FERREIRA – 7.232
2) ANTONIO JOSÉ DIAS RIBEIRO – 7.935
5ª Região (Região Sudeste):
1) EDSON EUGÊNIO VICENTE – 6.163
2) LUIZ CEZAR MARIANO SILVA – 6.278
3) SAMUEL RODRIGUES – 1.986

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Colaborando Com A Ebd - Família, Criação De Deus.


LIÇÃO 01 - FAMÍLIA, CRIAÇÃO DE DEUS - 2º TRIMESTRE 2013


A ORIGEM DO LAR E DA FAMÍLIA

  • O primeiro lar existiu no Édem (Gn 2.8, 15). O lar foi assim preparado e estabelecido por Deus como um lugar de bênçãos e felicidade. A responsabilidade do homem era “cultivar” e “guardar” o seu lar (v.15). Deus é o criador da família. A criação da família funde-se com a criação da humanidade (Gn 1.27-28). 
  •  A promessa de um lar feliz transmite a idéia de uma família feliz, visto que a expressão “lar”, dependendo do contexto, pode se referir ao lugar onde a família habita, ou a própria família em si.
  • Lar, vem do latim lare, que significa parte da cozinha onde se acendia o fogo para preparar os alimentos e aquecer o ambiente; daí se origina o termo lareira.
  • O dicionário de Houaiss, descreve o vocábulo “família” como algo que pode significar, num sentido mais restrito “grupo social básico, formado por pai, mãe e filhos”, num sentido mais abrangente “pessoas ligadas entre si pelo casamento ou qualquer parentesco”, e ainda num sentido geral “grupo de seres ou coisas com características comuns”.
  • No hebraico bíblico, o termo para família é mispahah, que significa “família, clã”, isto é, todos os integrantes de um grupo que estavam relacionados por sangue e que ainda sentiam um senso de consanguinidade, parentesco.  Mas na verdade existem dois termos hebraicos para a família: o primeiro é bayit, que designa tanto uma “residência”, “templo”, “lar”, a “parte interior de uma casa”, “casa”, quanto também o conceito de “família” ou “os moradores de uma mesma casa” (Êx 12.7; Lv 25.29; Dt 11.20); e o segundo como citado é mispahah (mishp?ha), que significa literalmente “família”, “parentes” ou “clã”. Neste caso, a ênfase está nos laços sanguíneos que existem entre as pessoas de um mesmo círculo (Nm 11.10). 
  • No grego do Novo testamento, temos a palavra oikos, que pode significar “habitação, casa, lar ou família (I Tm 5.4) e patria, que primeiramente significa “ascendência, linhagem, tribo (Lc 2.4, At 3.25, Ef 3.15).
  • A palavra “família” é de origem latina famíliae, e é usada para definir um vínculo doméstico, íntimo.
A família (ou lar) é a mais importante instituição social estabelecida por Deus, sendo ela mesma a base de todas as outras. A destruição, inversão de valores, deturpação, descaracterização e a desmoralização da família, implicam diretamente num profundo caos, produzindo os mais terríveis danos à humanidade, quer sejam de ordem moral, espiritual, econômica, fraternal e social.

A preservação do lar e da família depende diretamente da obediência aos princípios estabelecidos por Deus em sua palavra. Negligenciar a Bíblia é voltar-se contra o Criador e trabalhar para a destruição das coisas que Ele criou, definidas pelo escritor sagrado como muito boas “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto.”

A QUEDA DA FAMÍLIA
O pecado entrou na família por meio de uma atitude egoísta e deliberada do homem (1 Tm 2.14), conforme detalhes narrados em (Gênesis 3.6).

A CORRUPÇÃO GERAL DA FAMÍLIA
A perda dos referenciais de bondade, santidade, integridade, moralidade e amor, promoveram na família uma corrupção generalizada (Gn 6.11-12).

A SALVAÇÃO E A RESTAURAÇÃO DA FAMÍLIA

 O Desejo De Deus Para Família:
  • (Sl 127.1-5) - O Senhor edificando a família;
  • (Sl 128.1) - O temor de DEUS traz bênçãos para família;
  • (Gn 2.18) - Não é bom que o homem viva só;
  • (Sl 68.6) - Deus faz que o solitário viva em família;
  • (Sl 119.105) - A Palavra de Deus guia a família;
  • (Gn 12.3) - A benção de Deus sobre a família;
A operação da graça de Deus na vida da família pode ser observada pelos seguintes aspectos:
  • - A salvação profetizada na aliança adâmica (Gn 3.15)
  • - A salvação figurada na aliança noética (Gn 6.13-18)
  • - A salvação prometida na aliança abraâmica (Gn 12.1-3)
  • - A salvação providenciada em Cristo Jesus (At 10.24-48, At 27-34)
OS PROPÓSITOS DE DEUS PARA A FAMÍLIA

Segue abaixo uma relação das principais atribuições de Deus para a família:
  •  Procriação da humanidade e Prazer sexual para o casal (Gn 1.28; Pv 5.15-19). A prática e o prazer sexual é uma bênção de Deus que é legitimada pelo casamento, com o propósito de constituir família e edificar um lar;
  • Subsistência (Gn 2.15; 3.19). É no lar e na família que a provisão para o sustento, a alimentação, a vestimenta e outras necessidades básicas de seus membros devem ser supridas;
  • Educação (Dt 6.4-9). Um dos grandes erros dos tempos atuais é o fato da família ter terceirizado a educação moral e espiritual dos filhos. Escola e Igreja cumprem hoje o papel principal na formação destes valores, quando na realidade deveria cumprir um papel auxiliar;
  • Proteção (Dt 22.8). O apoio que recebemos da família, a ajuda nos momentos difíceis, o ombro e o peito amigo do marido, da esposa, dos pais e dos filhos, transmitem uma sensação de segurança e proteção insubstituíveis;
  • - Adoração e serviço a Deus (Gn 4.1-5; 26; 8.18-21; 13.1-4; Ex 12.1-21; Dt 6.4-9; 11.18-21; Js 24.15 e outros). É no lar e na família que a adoração e o serviço a Deus devem ser primeiramente exercitados. A adoração e o serviço na igreja devem ser compreendidos como uma extensão da adoração e do serviço no lar.
A Bíblia é o manual da família. Nela encontramos os preceitos e mandamentos divinos para os cônjuges, filhos, pais, como descritos a seguir:

Os deveres do esposo
  •  Amar a esposa (Ef 5.25-30; Cl 3.19);
  • Conduzir (liderando e governando) bem a sua casa (1Tm 3.4,12);
  • Exercer o sacerdócio no lar (Gn 18.19; Jó 1.5);
  • Prover de forma digna o sustento familiar (trabalhando) (Gn 3.19; 1Ts 4.11,12; 1Tm 5.8);
Os deveres da esposa
  •  Ser submissa ao marido (Ef 5.22-24; Cl 3.18);
  • Atender as necessidades do lar, tais como: alimentação (Pv 31.21-22); vestuário (Pv 31.21-22), e da casa (Tt 2.5);
  • Colaborar com a edificação do lar. (Pv 14.1)
  • Ensinar as mulheres mais novas a desempenharem seu papel de esposa e mãe (Tt 2.3-5).
  • Quando necessário, ajudar nas despesas financeiras (Pv 31.16-18,24);
Quando adentramos o texto de Pv 14.1 entendemos que cabe à esposa o papel de harmonizar o relacionamento com seu marido e com seus filhos. Deus deu este "poder" à mulher. E a forma mais antiga de edificar relacionamentos é através de palavras. A Bíblia é muito rica, quando nos ensina sobre os cuidados com nossas palavras. Deus nos diz que a vida e a morte estão no poder da língua (Pv. 18-21). Então como pode a mulher edificar seu lar? Através de palavras agradáveis, de incentivo, de encorajamento, de exortação, enfim... Através de palavras que transmitam graça aos que ouvem (Ef. 4-29).

Os deveres dos pais (Esposo e Esposa)
  •  Ensinar, desde cedo aos filhos a temerem, amarem ao Senhor e Conduzir os filhos a Deus (Dt 6.1-9; Jó 1.5; Js 24.15; At 16.30-34; Ef 6.4);
  • Educar os filhos com disciplina, conforme o modelo bíblico (Pv 13.24; 19.18; 22.6,15; 23.13,14; 29.15,17);
  • Ser exemplo para os filhos (Pv 22.6).
Os deveres dos filhos
  •  Honrar aos pais (Êx 20.12; Dt 5. 16; 27.15);
  • Ser obediente aos pais (Ef 6.1; Cl 3.20);
  • Ajudar aos pais nos afazeres domésticos (Gn 29.9; Êx 2.16; I Sm 17.15).
 CONCLUSÃO

O sucesso e a felicidade na família está em ter a palavra de Deus como fundamento (Mt 7.24-29) e Tê-lo como principal edificador (Sl 127.1a). Infelizmente, a família cristã tem negligenciado e relativizado os valores cristãos e os princípios da palavra de Deus. O Senhor já não é realmente o edificador de muitos lares e famílias que o confessam e o adoram apenas de lábios. Como resultado, cada dia a família cristã se torna mais infeliz, mais dividida e incapaz de ser sal e luz para os demais lares e famílias da terra. Como escreveu a Rede Brasil de Comunicação à família foi à primeira instituição divina e a célula mãe da sociedade. Ela foi instituída pelo Criador para perpetuação da espécie, proporcionar prazer ao casal, e promover meios de subsistência. Mas, para que o propósito divino seja alcançado, é necessário que cada membro da família cumpra o seu papel com fidelidade, diligência e amor.

REFERÊNCIAS:

Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD.
CHAMPLIN, R. N. Dicionário de Bíblia, Teologia e Filosofia. HAGNOS.
OLSON, N. Laurence. O Lar Ideal. CPAD.
STAMPS, Donald C. Bíblia de Estudo Pentecostal. CPAD.
Rede Brasil de Comunicação
Livro Uma Igreja com Saúde, sob o título “Um Lar Feliz” de Altair Germano.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Enigma - Um Legado Para Geração Futura



Por: Adaias Marcos Ramos da Silva

“1 Coríntios 11.1 - Sede meus imitadores, como também eu de Cristo”.

Às vezes me encontro a questionar:

  •  Quais legados serão deixados pelos líderes atuais da igreja?
  •  Os lideres da igreja estão preparados para tratar conflitos entre gerações?
  •  A igreja tem pensando neste assunto?
  •  A igreja tem se preparado para passar um legado?


Legado dádiva deixada em testamento; valor previamente determinado, ou objeto previamente endividado, que alguém deixa a outrem por meio de testamento.

O legado neste texto deve ser visto como sementes, semeadas em locais diversos para uma colheita num futuro não muito distante. Não abordarei aqui a lei da semeadura, pois acredito que todos conhecem, mas seus resultados previsíveis!

Em toda história da igreja independe de fatos que marcaram períodos a igreja cristã sempre deixou três grandes legados:

Espiritual, Moral, e Ministerial.

No que diz respeito ao legado espiritual podemos afirmar resumidamente, mas com segurança que, da igreja primitiva até os nossos dias temos herdado o fruto de testemunhos de uma igreja de remanescentes que tem vencido as portas do inferno, ou seja, uma igreja que apesar do tempo e mudanças culturais tem se mantido viva pela Palavra de Cristo, essa Igreja tem semeado a Palavra, vivido a Palavra e colhido às promessas da Palavra. Nesse mesmo contexto questiono, o que a igreja desse século tem semeado ou servido de exemplo para a posteridade no âmbito espiritual, será que segue a mesma regra de nossos antepassados?

Quando entramos no aspecto moral, a coisa fica mais tangível principalmente quando pautado pelas Sagradas Escrituras, é perceptível que alguns valores morais estão tomando sentido contrário, é o que chamamos de inversão de valores, é de responsabilidade da igreja se manter íntegra aos valores e princípios que lhe foi outorgado por Deus, sua Palavra, a consciência e a própria natureza, mas diante de tantas mudanças culturais, sociais, jurídicas, lideranças públicas, e a pressão ardente da sociedade contemporânea, surgem preocupações, como a igreja deve agir, se posicionar, para que nesse plano se mantenha íntegra, sem mácula, sem parcialidade, mas como Noiva do Cordeiro venha se guardar, servindo sempre de testemunho como luz e declarando ao mundo o caráter de Cristo como sal e assim venha semear ou deixar um legado de bom testemunho para geração futura.

Legado ministerial, avaliando esse ponto preciso entender que: Ministério é serviço e que para tanto está incluso abnegação, vocação, chamado e por consequência o exercício, o que requer para o abnegado, vocacionado e chamado um trabalho exemplar, integro, imparcial, justo e amoroso, livre de torpe ganância, avareza, carnalidade, escândalos, ambição, e tudo aquilo que não condiz com a sua missão.

Diante do pensamento expresso nos parágrafos anteriores, seria possível no futuro a geração de líderes eclesiásticos atual serem boas referencias para os novos, como foram os apóstolos, alguns pais da igreja, e outros ícones levantados por Deus para continuação da obra legada por Jesus Cristo.

Tenho visto o caminhar da passagem de bastão entre uma geração e outra com bastante reflexão e choques, encontramos um conjunto de atuais discípulos que galgam a liderança, mas especificamente o ministério, sem uma instrução coerente com o legado espiritual, moral e ministerial deixado por nossos antepassados. O Cristocentrísmo está aos poucos sendo suplantado pelo antropocentrismo em diversos aspectos que escolho não comentar. A nova geração é incentivada à presunção, soberba e ao materialismo, o coração do homem tem projetado novas torres de babel para se livrar de Deus, ou seja, se tornar independente da necessidade de Deus, e, o que mais choca, é que tal sentimento é perceptível no meio da atual igreja, em partes, alguém culpa as mudanças culturais, outros o desenvolvimento social e tecnológico e alguém vê como sinal da volta do Senhor Jesus Cristo, alguém acrescenta que a igreja necessita adaptasse as mudanças sociais, politicas e culturais ou será engolida pelo mundo contemporâneo deixando de ser algo útil para humanidade e se tornando uma organização obsoleta.

O futuro da igreja como organização é um enigma, o legado que está sendo semeado tem qualidade duvidosa, mas uma coisa é certa a igreja como organismo é imaculada, e marcha sem tirar os olhos do Seu Noivo Amado Jesus Cristo.

Podemos não saber o futuro da igreja como organização, mas temos a convicção de que a igreja como organismo vivo tem seu legado herdado no Sacrifício de Jesus Cristo na Cruz, este legado é insubstituível, não falha e tem poder eterno.

Para que esse enigma tenha uma nova perspectiva ou novo conceito necessitamos imitar mais as obras de Cristo, 1 Co 11.1.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

O Crescimento Numérico versus o Crescimento Integral de Igrejas



Por: RUBENS MUZIO (www.sepal.org.br)

"O crescimento das igrejas é um fenômeno complexo."

Ocorre em níveis distintos e de diferentes maneiras. Devemos aguardar que a igreja cresça? É normal crescer? Devemos antecipar o crescimento como sinal da presença do reino de Deus e considerar sua expansão como critério para medir nossa fidelidade missionária? Ou devemos conceber o crescimento da igreja como um dom recebido com elogio e gratidão, mas não esperado? Sem dúvida, a preocupação com o crescimento da igreja está na mente da maior parte dos líderes evangélicos.

Você provavelmente ouviu falar que os evangélicos alcançaram a marca de 22,02% da população no censo do IBGE em 2010. Em 1970, a população evangélica girava em torno de 4,8 milhões de fiéis. Em 1980, os evangélicos representavam somente 6,6% (7,9 milhões) dos brasileiros. Em 1991, a igreja avançava a barreira dos 13,7 milhões e em 2000, acima de todas as previsões estatísticas, a igreja ultrapassou os 26 milhões de adeptos! Durante a década de 90, a velocidade de crescimento da igreja evangélica foi quatro vezes maior que a da população brasileira. Chegamos a um contingente de mais de 42 milhões de pessoas espalhados pelos quatro cantos do país que se identificam como evangélicos. O crescimento numérico na década atingiu 61%.

Você percebe que os católicos perfaziam quase 92% da população em 1970? Entre os anos 2000 e 2010, os católicos perderam milhões de adeptos, diminuindo de 73,75% para 64,63% da população. Mas os católicos não foram os únicos a encolherem. Reconhecemos que o crescimento foi impressionante e sua velocidade fenomenal. Enquanto no hemisfério norte muitas igrejas morrem diariamente ou são transformadas em museus, escolas e clubes, no Brasil, milhares de igrejas continuam a dar sinais que o crescimento numérico ainda não chegou ao fim. Algumas igrejas que apresentaram considerável crescimento entre 1991 e 2000 retraíram. A Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) perdeu aproximadamente 229.000 participantes, a Igreja Presbiteriana (somando todas as denominações – IPB, IPI, IPR, IPU) perdeu cerca de 59.800 membros, a Igreja Congregacional perdeu 39.245 membros e a Igreja Luterana (em todas as suas expressões – IECLB e IELB) perdeu cerca de 62.600 membros.

É verdade que ao voltar nossos olhos para a história da igreja no livro de Atos dos Apóstolos, encontramos vivas descrições de crescimento naqueles primeiros dias. Em Atos 2:41, três mil são adicionados à igreja. Logo depois, em Atos 4:4, o número de discípulos sobe para cinco mil. Em Atos 6:1 e 7, os crentes continuar a crescer rapidamente. Em Atos 12:24, sabemos que a prisão e libertação de Pedro fez com que a Palavra de Deus crescesse e multiplicasse. A preocupação com a vida dos pagãos era uma das grandes forças por trás da pregação do evangelho. Havia um sentimento de urgência energizando profundamente a todos os discípulos.

Entretanto, uma revisão moderada e sóbria de todas as páginas do Novo Testamento revela pouco interesse no crescimento numérico. Há uma absoluta falta de estatísticas das igrejas locais. Além disso, as referências aos milhares descritos em Atos 2, 4 e 21, não podem ser tomados em termos exatos. Elas apenas demonstram um crescimento enorme e veloz numa pequena área do globo e numa cultura específica, limitando-se principalmente ao Império Romano e suas áreas adjacentes. Temos realmente poucas informações dos métodos utilizados, os quais não preveniram o aparecimento de heresias como o gnosticismo e o donatismo. Os métodos do primeiro século também não anteciparam a grave corrupção da igreja na idade Média. O problema da “numerolatria” - a dependência excessiva dos números - foi apontado por Charles Van Engen no livro The Growth of the True Church (O crescimento da verdadeira igreja). Apesar de afirmar que o Novo Testamento tem abundantes provas de interesse pelo crescimento numérico, Van Engen sugere que somente o desejo e não a pressão pelos alvos do crescimento numérico se justifica como um sentimento válido.

As epístolas de Paulo e Pedro igualmente não demonstraram acentuado interesse no crescimento. Não os encontramos preocupados em registrar o número de seus participantes, visitantes e membros. Sua principal preocupação está na fidelidade do discípulo e na integridade de seu testemunho, a fim de que o evangelho seja pregado, os gentios se convertam e sejam santificados pelo Espírito Santo (Rm. 15:15-19). Pedro anima todo cristão a se preparar prontamente e responder gentilmente quando sua esperança em Cristo for desafiada. (1 Pt. 3: 15). No texto de Rm 15:17-23, Paulo afirma ter pregado o evangelho desde Jerusalém até Ilírico e portanto não havia mais espaço para trabalho nestas regiões. Obviamente ele não está dizendo que todos os habitantes daquela região ouviram o evangelho, se converteram e tornaram-se membros de dúzias de igrejas localizadas em todas as ruas e avenidas, como nos dias de hoje. Considerando o que sabemos sobre a teologia pastoral de Paulo, ele estava lembrando que igrejas foram plantadas nestas regiões como primícias, dádivas aos gentios. O nascimento delas era o fruto de seu trabalho. Quando a comunidade cristã começasse a existir, seu trabalho estaria concluído. Outros poderiam chegar e edificar sobre a fundação, como Apolo (1 Co 3:5-15). Paulo sentia que sua missão estava concluída sempre que houvesse uma comunidade que reconhecesse Jesus Cristo como supremo Senhor da vida. Ele entregava toda a responsabilidade para a liderança local e logo partia para outra cidade sem criar vínculos financeiros com as novas igrejas. Mais importante de tudo talvez seja o fato que Paulo não impunha sobre eles nenhum tipo de visão ou ministério, nem os treinava para a multiplicação de sua estrutura missionária ou denominacional. Não encontramos nem tanta ansiedade nem tanto entusiasmo diante do crescimento numérico, mas sim uma constante preocupação com a integridade do evangelho.